Favela de Lata: O Turismo de Luxo e as Paisagens Midiáticas da África do Sul que Acionam Regimes de Invisibilidade Étnica

Autores

Palavras-chave:

imaginário, imagem, comunicacão, favela, turismo

Resumo

Este artigo tem como objetivo discutir a imagem da favela de lata Shanty Town, favela “fake” oferecida pelo Emoya Luxury Hotel and Spa, na África do Sul, bem como o imaginário acionado a partir da divulgação da atração na mídia. A hipótese levantada é de que a exemplo dos Zoológicos Humanos, a proposta alimenta processos de intolerância étnica. Para tanto, o método aplicado é de análise textual dos comentários de noticiários brasileiros na época de lançamento, em 2012. As narrativas extraídas da opinião dos internautas apontam que, como em uma pintura trompe le’oil, os barracos coloridos da Shanty Town tornaram-se uma representação viva dos processos de invisibilidade étnica e do investimento na visibilidade espacial, simulando favelas que camuflam a vida e acordam o imaginário dos Zoológicos Humanos. Para discutir imagem e imaginário, elencamos Bystrina (2009), Durand (2014) e Silva (2019).

 

Biografia do Autor

Sandra Helena Vieira Maia, UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP

Doutoranda em comunicação pela Universidade Paulista Unip. Bolsista CAPES. Atuou como docente e coordenou até dez-2019 os cursos: Tecnologia em Eventos e Bacharelado em Hotelaria no Centro Universitário Senac Santo Amaro. Mestre em comunicação pela Universidade Paulista Unip é formada em comunicação social com pós graduação em Administração de Marketing. Participou de grupos de estudo para o desenvolvimento pessoal e aprendizagem, como o Pathwork Group, e é também pós-graduada em Yoga. Concluiu o curso de Aperfeiçoamento em Fundamentos da Psicanálise no Instituto Sedes Sapientiae em 2013. É escritora, colunista, palestrante e atua como consultora de comunicação e marketing. Escreve sobre os temas: economia do compartilhamento, comunicação, psicologia aplicada, amor e felicidade.

Maurício Ribeiro da Silva, UNIVERSIDADE PAULISTA

Doutor e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP, 2007 e 2000) e Arquiteto e Urbanista (EESC-USP, 1992) . Professor Titular do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UNIP (São Paulo - SP).  Foi Diretor de Planejamento de Ensino do Centro Universitário de Maringá (CESUMAR) em Maringá (PR), Assessor da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo - SP) e Pró-Reitor Acadêmico do Centro Universitário Módulo (Caraguatatuba - SP). Atualmente vinculado ao Grupo de Pesquisas Mídia e Estudos do Imaginário, foi pesquisador, diretor financeiro e diretor presidente do Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia. Tem experiência nas áreas de Comunicação em questões relacionadas a imagem e cultura e Gestão Acadêmica.

Juliana Ayres Pina Tonel, Universidade Paulista

Doutoranda em comunicação pela Universidade Paulista (Unip) e Mestre em comunicação pela mesma Universidade. Bolsista CAPES. É formada em Desenho Industrial com habilitação em Design Gráfico, especialista em Tecnologia aplicada à Educação e servidora pública federal no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo desde 2010 onde atua como Programadora Visual no Centro de Referência em Educação a Distância. Atualmente desenvolve pesquisa acerca da representação do trabalhador a parir dos estudos do imaginário e da cultura.

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Publicado

2022-01-02

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Artigos